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Wolters Kluwer quer reduzir erros de prescrição médica com Medi-Span Clinical

Solução lançada no Brasil ajuda a usar o poder do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) para aumentar a precisão da indicação de remédios

08 de Novembro de 2016 - 21h37

Anualmente, mais de dois milhões de ocorrências relacionadas a medicamentos acontecem nos EUA, de acordo com a FDA (Food and Drug Administration), causando ou contribuindo para mais de 124 mil mortes ao ano e gerando custos superiores a U$16 bilhões.

O cenário no Brasil é também muito preocupante. Em 2015, a cada três minutos, duas pessoas morreram em função de problemas durante a hospitalização, relacionados à aplicação de medicamentos ou infecções hospitalares, por exemplo.

Os erros por prescrição de medicamentos podem ocorrer em diversos estágios do processo de tratamento, desde a prescrição, pedido, dosagem, administração e até mesmo no entendimento do paciente em como tomar essa medicação. 

Como evitar? Uma das medidas mais importantes que podem ser tomadas pelos hospitais é prover seu corpo médico de informação relevante, atual e acessível, nos diferentes estágios de interação com os pacientes para que a decisão sobre medicamentos seja o mais precisa possível.

A empresa americana Wolters Kluwer Clinical Drug Information, especializada em serviços de informação e soluções para os provedores de cuidados com a saúde (healthcare), acredita que sua solução Medi-Span®Clinical, que está sendo lançada no Brasil, poderá usar os sistemas de Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) a favor dos médicos, para que possam acessar informações valiosas relacionadas às decisões sobre medicamentos, municiando-os com alertas sobre potenciais interações medicamentosas, duplicidade de terapias, erros de dosagem e contraindicações.

A empresa fez parcerias com as soluções de PEP líderes no Brasil para ajudar a reduzir erros de medicação. O Medi-Span integra-se tanto com as soluções da Phillips como da MV, possibilitando cruzar as referências e visualizar dados relacionados às medicações dos pacientes, evitando riscos potenciais, incrementando a segurança da medicação, melhorando resultados e reduzindo custos.

Em pesquisas recentes, segundo a Wolters, 86% dos clientes reportaram que a integração ajudou os profissionais da saúde a reduzirem erros de medicação e contribuiu para melhorar os resultados dos pacientes. Em mais de 50% das organizações foi identificada diminuição de custos, sendo que 95% dos usuários declararam ganhar pelo menos 30 minutos por dia de tempo.

Para suportar o desenvolvimento do mercado brasileiro e a integração com os líderes do mercado de prontuário eletrônico, o executivo Fábio Lia assumiu o cargo de diretor de alianças estratégicas na América Latina da Wolters Kluwer, com a missão é apoiar os hospitais a alavancarem o aspecto clínico do PEP e desta forma, melhorar a eficácia clínica e a qualidade do atendimento.

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“Muitos hospitais brasileiros já implementaram soluções de prontuário eletrônico, agora precisamos focar em ajudar os médicos a utilizá-las para tomarem melhores decisões”, diz David White, Gerente de Mercados Internacionais.

A Wolters Kluwer atua em mais de 40 países, apoia aproximadamente 2,7 bilhões de prescrições anualmente, dá suporte a 13 milhões de profissionais na saúde e atende mais de 36 mil pacientes por dia. O grupo atende clientes em mais de 180 países e emprega mais de 19 mil pessoas em todo o mundo. A companhia tem sede em Alphen aan den Rijn, na Holanda.