Internet > e-commerce

Social Commerce: Como usar redes sociais para impulsionar as vendas

Empresas que utilizam redes sociais para interagir com os clientes já estão percebendo os benefícios desta prática

13 de Julho de 2017 - 21h08

Não é novidade que estamos cada vez mais conectados. Basta olhar a sua volta para ver, seja no transporte público, na rua, durante o almoço, é fácil encontrar pessoas com a cabeça baixa olhando seus celulares. E não é só percepção, pesquisas confirmam essa realidade. Um estudo divulgado recentemente pela Millward Brown Brasil constatou que o brasileiro passa em média 3h14min navegando no celular diariamente, saltando para 4 horas no caso de internautas da chamada geração Millennials.

Com todo este tempo diário dedicado ao dispositivo móvel, é esperado também o crescimento da interação das marcas com o consumidor neste canal. Seja por meio de recomendações de produtos e serviços, compra ou mesmo o atendimento ao cliente, o chamado social commerce. E como a máxima “esteja onde seus clientes estão” ainda é válida nos dias de hoje, as empresas estão investindo em seus canais digitais.

Por conta desta nova dinâmica, o social commerce tem se destacado como importante ferramenta de engajamento. As empresas que utilizam as redes sociais para interagir com os clientes, seja por meio de disponibilização de classificação e comentários de produtos ou compartilhamento de compras online, já estão percebendo os benefícios desta prática.

Mas não basta apenas estar nas redes sociais, é fundamental criar um ambiente favorável, em que o cliente tenha uma experiência igual — se não melhor — do que na loja física. O sucesso deste tipo de iniciativa é justamente esse, na relação entre a empresa e o consumidor. Se bem administrada, o aumento de vendas e conhecimento de marca é certo.

Para se inspirar, não faltam exemplos de sucesso do uso das redes sociais em favor do negócio. Quem não se lembra da ação dos liquidificadores Blendtec, que triturou iPads e iPhones para provar a qualidade do seu produto? Em cinco meses, o vídeo publicado pela empresa norte americana no YouTube teve mais de 15 milhões de visualizações, e quadruplicou as vendas online. Outro caso é da Nissan no Brasil, que ofereceu um automóvel para quem conseguisse 44,5 mil retuítes no Twitter ou 44,5 mil “curtir” no Facebook com a campanha “O primeiro carro que você paga com Facebook e o Twitter”?

Esses são exemplos de sucesso, mas se o canal não tiver a atenção necessária, o resultado pode ser catastrófico. Isso porque a opinião dos consumidores é fundamental! Uma avaliação negativa tem o potencial de disseminar muito maior que uma positiva, ainda mais nas redes sociais. Pense nos seus próprios hábitos de consumo, é difícil hoje em dia alguém que não busque referências antes de realizar uma compra, seja em sites de reclamações ou avaliação de outras pessoas que compraram o mesmo produto.

Mais Lidas

Para tirar melhor proveito do social commerce, a tecnologia é uma importante aliada. Os chatbots, por exemplo, permitem que as empresas utilizem inteligência artificial e machine learning para simular a interação humana.

Para os médios e grandes varejistas, é possível contratar soluções que automatizam o atendimento dos canais de texto como chat, e-mail, Facebook Messenger e SMS. Esta interação de forma padronizada, preditiva, em linguagem natural e com respostas de fácil compreensão melhoram a experiência do cliente. E em tempos de social commerceum cliente feliz vale muito.

*Roberto Ribeiro é diretor de Novos Negócios e Marketing da Neobpo.