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Conexão direta entre o Design Thinking e o método ágil

A técnica MVP é largamente adotada pelos seguidores de métodos ágeis – método este que também apresenta excelente integração com o Design Thinking

16 de Dezembro de 2016 - 12h27

Um desafio encontrado ao trabalhar com o Design Thinking (conjunto de métodos e processos para abordar problemas relacionados à aquisição de informações, análise de conhecimento e propostas de soluçõe) e com métodos ágeis é a necessidade de realizar desenvolvimentos rápidos. Para atender esta necessidade, um conceito bastante aceito e aplicado é o MVP (Minimum Viable Product), que significa “mínimo produto viável”.

Ele consiste em desenvolver o produto em escalas menores, porém, focando no atendimento das expectativas, já gerando valor para o cliente. A clássica ilustração que representa uma comparação entre desenvolvimento iterativo e o MVP mostra que já em uma primeira entrega o produto já é funcional e permite ao usuário que perceba seu valor.

A técnica MVP é largamente adotada pelos seguidores de métodos ágeis – método este que também apresenta excelente integração com o Design Thinking, uma vez que compartilha dos mesmos princípios, quanto à prototipação.

A integração entre os dois, Design Thinking e desenvolvimento ágil, já é realidade em empresas do mundo digital. Onde os projetos em muitos casos são tratados como startups, são inovadores e extremamente projetados (design).

O método scrum é o mais conhecido dos modelos ágeis. Há outros disponíveis, contudo todos adotam os princípios e valores do “manifesto ágil”. Quando o assunto é TI, procedimentos e metodologias são fundamentais para garantir uma entrega de qualidade e resultados eficientes. Neste tópico, descrevemos o conceito e como é o funcionamento da metodologia de desenvolvimento ágil de software, conhecida também como método ágil.

Responsável por providenciar uma estrutura para reger projetos de engenharia de software, essa metodologia existe desde a década de 1980, porém algumas informações voltadas a esse método passaram por interferências, fato que dificultou o início de sua utilização e execução.

Desenvolvedores passaram a entender a metodologia ágil como um procedimento que poderia ser usado de muitas formas, ou seja, seria possível desenvolvê-lo sem documentação ou sem a necessidade de estabelecer um padrão para uso.

Em 2001, membros e criadores do método se reuniram em Snowbird, em Utah (EUA) e a denominaram “métodos ágeis” e posteriormente publicaram o “manifesto ágil”, documento que reúne os princípios e as práticas desta metodologia de desenvolvimento.

Mais tarde, algumas pessoas formaram a Agile Alliance, uma organização que promove o desenvolvimento ágil. Outras entidades foram formadas de lá para cá e estão disseminando os conceitos e práticas ágeis no mercado. Destacam-se o manifesto ágil (www.agilemanifesto.org), a Agile Alliance (www.agilealliance.org), a Scrum Alliance (www.scrumalliance.org) e a Scaled Agile (http://www.scaledagileframework.com).

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Com o passar dos anos, as metodologias de desenvolvimento de software evoluíram em termos de sofisticação e volume de informações necessárias para desenvolver sistemas em ambientes cada vez mais complexos e integrados. Com esta evolução histórica, o principal foco foi dado na qualidade, ou seja, assegurando assim que problemas tradicionais do desenvolvimento de software fossem resolvidos.

Todo este trabalho acabou gerando uma carga excessiva de trabalho, bem como um volume de informações muitas vezes redundante e desnecessário. Pensando em resolver este problema, vários estudos foram feitos, buscando formas de enxugar o processo de desenvolvimento de software, aplicando-se os princípios do lean thinking (pensamento enxuto), recuperando uma agilidade perdida com o tempo.

A combinação destes métodos permite uma expressiva simplificação e aceleração dos trabalhos criativos e de desenvolvimento de soluções, assim as organizações, empresas e pessoas podem se aproximar ao ritmo em que as inovações estão sendo implantadas na era digital, acirrando ainda mais a competitividade. Você está preparado?

*Lucas Ricardo Mendes de Souza é especialista em métodos ágeis da Inmetrics.